Roberto Motta, Autor em Roberto Motta https://www.robertobmotta.com.br/artigos/author/fabio/ Fri, 04 Sep 2020 20:15:37 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://www.robertobmotta.com.br/wp-content/uploads/2021/01/cropped-android-chrome-512x512-1-3-32x32.png Roberto Motta, Autor em Roberto Motta https://www.robertobmotta.com.br/artigos/author/fabio/ 32 32 Leviatã com Farofa https://www.robertobmotta.com.br/artigos/leviata-com-farofa/ Sat, 22 Aug 2020 15:28:22 +0000 https://www.robertobmotta.com.br/?p=3284

Não existe proteção contra os que querem te proteger É impressionante, surpreendente e desesperador o número de pessoas que continua aplaudindo as restrições crescentes da liberdade, da atividade econômica e da propriedade privada em nome da “saúde”. Eis o que vai acontecer no futuro próximo, se nada for feito: – Boa parte das lojas, restaurantes [...]

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Não existe proteção contra os que querem te proteger

É impressionante, surpreendente e desesperador o número de pessoas que continua aplaudindo as restrições crescentes da liberdade, da atividade econômica e da propriedade privada em nome da “saúde”.

Eis o que vai acontecer no futuro próximo, se nada for feito:

– Boa parte das lojas, restaurantes e bares que você frequenta vai fechar. Na frente deles surgirão colônias de cracudos.

– Concessionárias de trens, ônibus e metrô vão quebrar. O dinheiro dos impostos será usado para salvar as empresas da falência, ou os trabalhadores ficarão sem transporte.`

-O prejuízo causado pela paralisação das escolas será sentido durante anos, principalmente por quem mais precisa do ensino como meio de ascenção social.

-Estado e Prefeitura podem ficar sem receita para pagar seus servidores, mesmo nos serviços mais essenciais.

-IMPOSTOS SERÃO AUMENTADOS para compensar a queda de arrecadação, gerando um ciclo vicioso de falências, desemprego e pobreza.

-A criminalidade violenta vai explodir, estimulada pela soltura de presos, suspensão de operações policiais e leniência da legislação.

-Novas leis espúrias serão aprovadas pelo Congresso, assembléias legislativas e câmaras de vereadores, invadindo sua privacidade, reduzindo sua renda e desapropriando o que é seu.

E — é claro — a ameaça do Covid será, em breve, substituída por outro vírus, ou outra catástrofe qualquer, para que o mesmo mecanismo descrito acima continue a funcionar.

Não há limites para o Leviatã brasileiro — o monstro de mil cabeças e braços, que sempre tem um imposto para você pagar, uma regra para você cumprir ou uma “justiça social” a ser feita às custas de tudo o que você conquistou com uma vida inteira de trabalho e sacrifício.

Ainda há tempo para acordar

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As consequências nefastas dos mitos da Segurança Pública https://www.robertobmotta.com.br/artigos/as-consequencias-nefastas-dos-mitos-da-seguranca-publica/ Tue, 04 Aug 2020 16:37:09 +0000 https://www.robertobmotta.com.br/?p=3300

Crime nada tem a ver com saúde, educação e transporte, tem a ver com moral, legislação e com uma polícia equipada, apoiada e honrada, um MP e Judiciário eficazes, e presídios que não estejam nas mãos dos presos. Dei uma entrevista para a RBS em Porto Alegre, talvez a melhor entrevista da minha vida (veja [...]

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Crime nada tem a ver com saúde, educação e transporte, tem a ver com moral, legislação e com uma polícia equipada, apoiada e honrada, um MP e Judiciário eficazes, e presídios que não estejam nas mãos dos presos.

Dei uma entrevista para a RBS em Porto Alegre, talvez a melhor entrevista da minha vida (veja aqui). Falei sobre segurança em 5 minutos, afirmando que a crise de criminalidade foi criada pela impunidade, e recomendando uma estratégia em três planos: restruturação da polícia, retomada dos presídios e alteração das leis penais.

Postei o vídeo no Facebook e Whatsapp e a primeira crítica não demorou muito:

“Ouço uma entrevista do Roberto Motta falando de soluções mágicas para melhorar a segurança pública. Já trabalhei na segurança e hoje sou sócio de uma empresa do ramo, e conheço profundamente o problema. O problema não é a polícia, e sim o descaso, a inércia, a falta de ação e a comodidade da sociedade em não cobrar dos governantes os deveres obrigatórios do poder público: saúde, transporte, segurança e educação. Os parcos investimentos dos governos e o descaso com o crescimento das “comunidades”, que se multiplicam de forma geométrica, são os grandes fatores da insegurança. O cidadão instruído tem no máximo 2 filhos, enquanto nas comunidades, por falta de educação e orientação, as meninas começam a ter filhos com 11 anos, e aos 20 já são mães de 5 crianças. Elas crescem sem nenhum amparo do governo, sem saúde, sem escolas, e vendo todos os dias a violência praticada dentro e fora de casa. Viram verdadeiros animais”.

“O aumento do rigor das leis deveria ser um processo paralelo à criação de infraestrutura de água, esgoto, saneamento, saúde, educação, esporte, lazer e participação cívica. Esses deveriam ser de fato os pilares da reforma. E assim, com o passar dos anos, a insegurança iria paulatinamente ser reduzida”.

“Não existe nenhuma fórmula mágica que irá resolver a questão a curto, médio ou longo prazo, se não for tratado a causa”.

Respondi como já respondi a dezenas de críticas similares:

Prezado, eu resumi em 4 minutos meu pensamento. Depois vou publicar minha palestra inteira. É lógico que precisamos desenvolver o país e tirar as pessoas da pobreza. Entretanto, esta não é a causa do genocídio que vivemos. Em 1980, éramos um país mais pobre e tivemos uma taxa de homicídios de 11 por 100 mil habitantes. Hoje nosso PIB per capita mais do que dobrou em comparação a 1980, e temos 29 homicídios por 100 mil. A Índia vive na pobreza e tem taxa de 3 homicídios por 100 mil. Olhe ao nosso lado: Argentina, Uruguai, Paraguai todos têm taxas de homicídio que são um terço da nossa taxa ou menor. Temos 2 milhões de assaltos registrados por ano (imagine os não registrados); 98% deles NUNCA são esclarecidos, e 92% dos homicídios também ficam impunes.

Isso nada tem a ver com saúde, educação e transporte, tem a ver com moral, legislação e com uma polícia equipada, apoiada e honrada, um MP e Judiciário eficazes, e presídios que não estejam nas mãos dos presos.

Controle de natalidade é essencial, assim como todas as coisas que você menciona, para o desenvolvimento do país. Mas enquanto acharmos que o criminoso é um pobre coitado, um assaltante à mão armada já começar a cumprir pena no regime aberto (acontece no RS, por exemplo), e um homicida com menos de 18 anos ficar internado apenas 8 meses (caso do RJ), podemos ter as melhores escolas do mundo que não vai adiantar nada. Dê uma olhada no meu site para ver meus vídeos e artigos.

Meu crítico não se deu por convencido:

“Roberto, eu não disse ‘tirar pessoas da pobreza’, eu disse dar acesso ao conhecimento e dar dignidade, para que elas possam sair das condições deploráveis em que vivem e participar da sociedade. Em 1980 nossa população era muito menor, o país crescia em torno de 10% ao ano, tínhamos respeito às autoridades, à pátria, às instituições cívicas, à família e às autoridades. As escolas públicas ensinavam e a oferta de trabalho era farta. Hoje não existe respeito à família, a sociedade está em estado de calamidade, as instituições não funcionam, as autoridades são corruptas e as leis foram modificadas para que essas mesmas autoridades pudessem obter vantagens”.

“O nosso PIB está comprometido com o financiamento da dívida pública em pelo menos 74%, não temos infraestrutura, não temos saúde, educação, e a culpa é da segurança que deveria ser a última da hierarquia. Vamos em frente debatendo porque o tema é muito complexo”.

“Acho que a bandeira de defesa dos policiais é extremamente justa. Mas tenha certeza que o discurso comparativo com outras nações, gráficos, números, criação e aprimoramento das leis não identificam a causa do ENORME problema que ainda iremos enfrentar”.

Eu explico de novo:

Dar dignidade às pessoas é a missão número um do Estado. Estou 100% de acordo. Mas os números e comparações mostram que, mesmo em outros países que também falham nessa missão, nenhum vive uma crise da magnitude da nossa. Eu concordo que tudo o que você diz tem que ser feito. Apenas não concordo em tratar essas medidas como de segurança pública. Não é a falta de dignidade que fez a Ana Carolina Jatobá (uma pessoa de classe média) jogar a enteada da janela, nem a Suzane Richtofen matar os pais a paulada. Poderia listar dezenas de outros crimes. O problema de dizer que falta de dignidade (e pobreza, e “desigualdade”) causam o crime é que o Estado deixa de investir na polícia (cada vez mais desprestigiada, demonizada e vilanizada), nos presídios (que estão nas mãos das facções) e nas leis (cada vez mais permissivas). E são essas três coisas que combatem diretamente o crime. Não existe democracia sem leis, polícia e judiciário decentes — e nem saúde, educação e transporte enquanto não tivermos segurança para ir à esquina.

Meu crítico responde:

“Eu acredito que, se não fosse a crise profunda que atravessa o país, a solução do Roberto Motta poderia até funcionar. Mas o problema é muito mais complexo do que isso. Você pode condenar o cara à morte que pouca coisa vai mudar”.

Minha resposta:

Eu não tenho “solução”. Crime não tem “solução”. Até os países mais avançados têm crime. Claro que o problema é complexo. Na Índia também é, no Paraguai também é. E no México? Pois bem: a taxa de homicídios do México é a metade da nossa. Pena de morte não faz diferença; o que faz diferença é a alta probabilidade de ser preso e o cumprimento da sentença. Prisão faz toda a diferença. Olhe este gráfico aqui:

Homicidios Encarceramento EUA

Não é questão de opinião; são fatos e dados. Desde que eu nasci, o Brasil está sempre passando por uma crise. Mas quem tem mais de 50 anos de idade — como eu — vai se lembrar do tempo em que ninguém tinha medo do crime no Brasil. E o Brasil de 50 anos atrás — adivinhe! — passava por uma profunda crise, e era muito, muito mais pobre e “desigual” do que é hoje.

A crise de criminalidade é fruto da impunidade. Para acabar com a crise, precisamos recuperar nosso sistema de justiça criminal recuperando a polícia, retomando os presídios e ajustando as leis penais.

É simples assim.

Publicado originalmente em: www.institutomillenium.org.br

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A Soma de Todos os Medos https://www.robertobmotta.com.br/artigos/soma-de-todos-os-medos/ Mon, 15 Jun 2020 15:37:56 +0000 https://www.robertobmotta.com.br/?p=3288

Da mesma forma que terroristas do Oriente Médio usam a população como escudo humano, os narcoterroristas do Rio usam a população das favelas para proteger o seu negócio. Os grandes entrepostos de distribuição de drogas estão em favelas, mas não porque os traficantes são pobres coitados sem oportunidades. Eles estão lá porque a população local [...]

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Da mesma forma que terroristas do Oriente Médio usam a população como escudo humano, os narcoterroristas do Rio usam a população das favelas para proteger o seu negócio.

Os grandes entrepostos de distribuição de drogas estão em favelas, mas não porque os traficantes são pobres coitados sem oportunidades. Eles estão lá porque a população local — inclusive mulheres, crianças e idosos — serve de escudo humano e sistema de alerta contra as forças policiais.

Toda a vez que você ler uma machete que diz “jovem trabalhador baleado em troca de tiros” lembre-se disso. Essas pessoas não são baleadas por acaso; seus ferimentos ou morte servem de proteção ao tráfico, e ainda trazem o benefício adicional de demonizar a polícia e levar a sociedade a ter empatia com os narcoterroristas.

Essa empatia — essencial para os negócios — é estimulada por uma mídia mal informada e por ONGs de “direitos humanos” que são, muitas vezes, departamentos de marketing do narcoterror.

Você já deve ter visto inúmeros depoimentos de famílias de vítimas de “bala perdida” acusando a polícia. Mas você lembra de algum depoimento em que a família acusa o tráfico?

Você já deve ter visto os comoventes — e convenientes — desenhos feitos por crianças das “comunidades” que mostram helicópteros atirando em pessoas. O que você provavelmente não sabe é que o helicóptero oferece proteção essencial para operações policiais contra narcoterroristas escondidos nas favelas, e por isso impedir seu uso é fundamental. O helicóptero preserva as vidas dos policiais e das pessoas de bem, mas é uma ameaça ao narcoterror. Veja: a tática de usar crianças para proteção e propaganda é EXATAMENTE a mesma que a organização terrorista Hamas usa na faixa de Gaza.

Lendo os jornais e ouvindo algumas ONGs e “redes” de comunidades é inevitável que você, cidadão comum, conclua que:

• A polícia não sabe o que faz, e é uma ameaça permanente ao bem-estar dos pobres.

• O traficante é um empreendedor social que não atrapalha ninguém, e é querido pela “comunidade”.

A verdade é que os narcoterroristas impõem um regime de terror nas favelas que ocupam, abusando dos moradores e os usando como escudo. Os traficantes são odiados pelos cidadãos de bem e trabalhadores, que são a maioria absoluta em todas as “comunidades”, e que são permanentemente mantidos como reféns.

A verdade é que o narcoterrorismo gera e financia boa parte das atividades criminosas, espalhando crime, corrupção e medo por todo lugar. O assalto ou sequestro relâmpago de que você foi vítima provavelmente se originou no tráfico.

Mas você jamais saberá isso lendo um jornal.

O Rio pode voltar a ser um lugar tranquilo para se viver, assim como Nova Iorque, Miami, San Francisco, Milão, Frankfurt, Londres ou Bruxelas. Em todas essas cidades existe tráfico; em nenhuma delas existe narcoterror.

Nenhuma sociedade estará jamais livre do tráfico de drogas, mas PODEMOS SIM nos livrar dos narcoterroristas, e em pouco tempo.

Mas para isso é preciso que você conheça — e divulgue — a verdade.

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O Paradoxo https://www.robertobmotta.com.br/artigos/paradoxo/ Thu, 04 Jun 2020 15:19:47 +0000 https://www.robertobmotta.com.br/?p=3281

O comunismo é um fracasso econômico, social, político e moral, mas ainda serve de guia na cultura, no ensino e — cada vez mais — na justiça. Até os anos 50 a esquerda se concentrava na pregação revolucionária. Depois que Khrushchev denunciou os crimes de Stalin no Congresso do Partido Comunista russo em 1956, os [...]

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O comunismo é um fracasso econômico, social, político e moral, mas ainda serve de guia na cultura, no ensino e — cada vez mais — na justiça.

Até os anos 50 a esquerda se concentrava na pregação revolucionária.

Depois que Khrushchev denunciou os crimes de Stalin no Congresso do Partido Comunista russo em 1956, os focos passaram a ser o domínio da cultura, ensino e instituições.

Gramsci explicou como se conquista o domínio social usando a cultura ao invés da força revolucionária.

Ferrajoli criou o “garantismo penal” — que diz que criminosos são vítimas do Estado e que prender não resolve — e levou o Marxismo para dentro da justiça criminal.

O Marxismo/socialismo/comunismo — que são coisas quase exatamente iguais — penetrou a cultura popular, as artes e o sistema educacional de tal forma que qualquer ponto de vista contrário, ou simplesmente diferente, é tachado com os piores nomes e, frequentemente, criminalizado.

Criou-se um paradoxo monstruoso:

O sistema comunista é um fracasso econômico, social, político e moral. É um sistema assassino que leva nações à pobreza.

Apesar disso, qualquer discussão sobre economia, direitos, justiça, ensino, etnia, sexo ou ecologia usa conceitos Marxistas.

Marx é figura obrigatória em nossas escolas. Mas quantas dessas escolas falam de Hayek ou Mises ?

Quantas explicam o que foi o Holodomor?

Ou comparam a Coreia do Norte com a do Sul, ou a Alemanha Oriental com a Ocidental?

Que escola ensina a vida real de Karl Marx?

Tudo isso tem consequências.

Isso explica porque o Brasil é um dos piores colocados no ranking da educação mundial.

Explica a corrupção sem fim da política.

Explica a demonização do trabalho e do sucesso.

Explica o assalto que todo brasileiro já sofreu, ou ainda vai sofrer.

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O Tribunal https://www.robertobmotta.com.br/artigos/tribunal/ Sun, 01 Mar 2020 14:57:29 +0000 https://www.robertobmotta.com.br/?p=3272

Quer saber quando foi plantada a semente do mal? Vou te contar uma história. Em 1990 o Brasil vivia mais uma crise de criminalidade. A Lei dos Crimes Hediondos (8.072) daquele ano foi uma tentativa de responder à crise. A lei enumerava os crimes considerados hediondos e determinava que, nesses casos, a pena do criminoso [...]

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Quer saber quando foi plantada a semente do mal? Vou te contar uma história.

Em 1990 o Brasil vivia mais uma crise de criminalidade.

A Lei dos Crimes Hediondos (8.072) daquele ano foi uma tentativa de responder à crise.

A lei enumerava os crimes considerados hediondos e determinava que, nesses casos, a pena do criminoso deveria ser cumprida integralmente em regime fechado. Ou seja, o criminoso deveria ficar preso de verdade.

Em 1992 a atriz Daniela Perez foi brutalmente assassinada a tesouradas. Apenas SETE ANOS depois o casal assassino já estava livre.

O crime — homicídio qualificado — não era considerado hediondo.

A mãe de Daniela, a novelista Gloria Perez, juntou 1 milhão de assinaturas para incluir homicídio qualificado na lista de crimes hediondos. Ela conseguiu.

Durante anos a esquerda, liderada pelo PT, tentou, de todas as formas, derrubar essa lei.

Até que em 2006 três ministros do STF recém nomeados mudaram a posição do tribunal sobre o assunto. O STF, então, considerou inconstitucional a proibição de progressão de regime para os criminosos hediondos.

Criminosos hediondos ganharam o direito à progressão de regime após cumprir dois quintos da pena.

O sujeito estupra, tortura e mata com requintes de crueldade e, antes de cumprir metade da pena, já está de volta às ruas.

Isso não é tudo:

Puxe uma cadeira e sente para ouvir isso:

A decisão do STF foi proferida no julgamento de uma ação de habeas corpus a favor de Oséias de Campos.

Oseias era um estuprador.

Fora condenado por molestar sexualmente três crianças, entre seis e oito anos de idade.

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O Incrível Fenômeno dos Traficantes Inocentes https://www.robertobmotta.com.br/artigos/o-incrivel-fenomeno-dos-traficantes-inocentes/ Tue, 04 Feb 2020 15:57:35 +0000 https://www.robertobmotta.com.br/?p=3292

Você já viu a família de alguma vítima acusar, em matéria de jornal, traficantes pelo assassinato de alguém? Por que será que os acusados são sempre policiais? Resposta: porque se acusarem os traficantes, os parentes da vítima serão os próximos a morrer. Por que a maior parte da mídia não explica isso? Resposta: porque a [...]

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Você já viu a família de alguma vítima acusar, em matéria de jornal, traficantes pelo assassinato de alguém?

Por que será que os acusados são sempre policiais? Resposta: porque se acusarem os traficantes, os parentes da vítima serão os próximos a morrer.

Por que a maior parte da mídia não explica isso? Resposta: porque a mídia segue a agenda ideológica de fazer do criminoso um pobre coitado e demonizar a polícia.

Mas a quem interessa uma agenda assim? Resposta: a todos os que vivem do ecossistema do crime, incluindo traficantes e seus financiadores, milicianos e seus aliados políticos, ONGs patrocinadas pelo crime e lavadoras de seu dinheiro, advogados criminalistas que ganham fortunas defendendo criminosos sádicos, e políticos eleitos com dinheiro sujo de sangue.

Mas até quando isso vai continuar?

Até a sociedade decidir que não aceita mais isso, e exigir leis penais que efetivamente punam quem comete crimes.

Sem progressão de regime.

Sem audiência de custódia.

Sem benefícios para criminosos hediondos.

Sem saidinhas ou sexo na prisão.

Com isolamento total para líderes de facções.

Com declaração, nos autos do processo, dos honorários recebidos pelos advogados criminalistas.

Com eliminação da maioridade penal.

Com o fim da contaminação ideológica das leis.

E, acima de tudo, com a consciência de que, quando se trata de crime, a melhor prevenção é a punição.

A sentença do criminoso jamais pode ser mais leve do que a sentença da vítima.

Referência: https://extra.globo.com/casos-de-policia/familia-acusa-policiais-paisana-por-morte-de-menina-de-11-anos-23454364.html

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Capitalismo x Socialismo: o equívoco no argumento https://www.robertobmotta.com.br/artigos/capitalismo-socialismo/ Mon, 20 Jan 2020 16:46:13 +0000 https://www.robertobmotta.com.br/?p=3304

Socialismo e comunismo são sistemas econômicos e políticos. Capitalismo é apenas um sistema econômico . Nas discussões sobre capitalismo e socialismo é comum que os defensores da esquerda comentam um erro básico logo de saída. Socialismo e comunismo são sistemas econômicos e políticos. Capitalismo é apenas um sistema econômico . No socialismo e no comunismo [...]

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Socialismo e comunismo são sistemas econômicos e políticos. Capitalismo é apenas um sistema econômico .

Nas discussões sobre capitalismo e socialismo é comum que os defensores da esquerda comentam um erro básico logo de saída. Socialismo e comunismo são sistemas econômicos e políticos. Capitalismo é apenas um sistema econômico .

No socialismo e no comunismo já está tudo definido: não existe propriedade privada, Estado de Direito, eleições livres, ou liberdade de opinião (1).

Já o capitalismo pode existir em um regime republicano, parlamentarista, monárquico ou até mesmo sob uma ditadura.

Capitalismo é um sistema econômico, não um sistema político.

Se você quer discutir política, não compare socialismo com capitalismo. Compare socialismo com o sistema republicano, com o parlamentarismo e com a monarquia.

Compare socialismo com democracia, para perceber a asneira que é a expressão “socialismo democrático”. Socialismo e democracia são incompatíveis.

Daron Acemoğlu e James A. Robinson, autores de “Porque as Nações Fracassam”, diferenciam as instituições econômicas das instituições políticas. Uma instituição é extrativa quando retira riqueza da sociedade para concentrá-la nas mãos de poucos. Uma instituição é inclusiva quando inclui um número maior de pessoas no usufruto dessa riqueza.

No capitalismo, essas instituições podem ser de um tipo ou de outro, dependendo do grau de liberdade da economia e da política. No capitalismo de compadres do Brasil, por exemplo, onde a mão pesada do Estado favorece os amigos e interfere no Estado de Direito, vale tudo.

Mas no socialismo e no comunismo as instituições são sempre extrativas. Elas sempre retiram riqueza dos cidadãos para concentrá-la nas mãos de poucos.

No capitalismo você tem uma chance de uma vida melhor, dependendo do sistema político e da qualidade dos homens públicos e legisladores.

No socialismo e no comunismo tudo já foi decidido por você antes da largada. E não foi decidido a seu favor.

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Perdeu, Playboy https://www.robertobmotta.com.br/artigos/perdeu-playboy/ Sat, 04 Jan 2020 16:18:35 +0000 https://www.robertobmotta.com.br/?p=3297

Uma sociedade que não respeita suas instituições não tem futuro. Douglass North, prêmio Nobel de economia, já explicou: instituições são as regras da vida em sociedade. Na história recente do Brasil predominou o desprezo por nossas instituições mais básicas como leis, regulamentos, posturas urbanas e regras de convívio social. Nas nossas cidades tudo era permitido, [...]

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Uma sociedade que não respeita suas instituições não tem futuro.

Douglass North, prêmio Nobel de economia, já explicou: instituições são as regras da vida em sociedade. Na história recente do Brasil predominou o desprezo por nossas instituições mais básicas como leis, regulamentos, posturas urbanas e regras de convívio social.

Nas nossas cidades tudo era permitido, a qualquer hora e em qualquer lugar. Do roubo de carga à venda de mercadorias roubadas, da ocupação das calçadas por desocupados à ocupação de propriedades privadas por “sem teto”.

Vivemos muito tempo no regime do “liberou geral”, imposto pela força do crime organizado, da corrupção ou da incompetência do Estado, e com a complacência e até estímulo de boa parte da mídia.

O criminoso é um “coitadinho” que “não teve oportunidades” e por isso esfaqueia, estupra e mata. Os pedintes profissionais, usuários de droga, fugitivos da lei e doentes psiquiátricos que ocupam nossas calçadas são “população de rua”, e não podem jamais ser removidos contra a sua vontade — ainda que tenham montado acampamento e usem drogas em frente à porta de nossas casas.

Os vândalos que emporcalham e destroem nossos espaços públicos são “artistas”, exercendo seu direito de expressão.

A lista dos erros, agressões e crimes cometidos durante esse período é grande demais para essse texto. A lista de vítimas é gigantesca. Nos transformamos em uma nação de ovelhas, prontos para servir de refeição aos lobos que nos esperam nas ruas, nos ônibus, nas praias, em todos os lugares.

Mas isso começou a mudar. O primeiro sinal foi dado nas urnas. Eu sou parte dessa mudança. Sou parte de um grupo que nunca aceitou viver em um país em decomposição.

Chega. O jogo virou. O país começou a mudar.

Na quinta-feira, 18 de janeiro de 2019, chegou ao conhecimento do Comandante do 23°Batalhão no Leblon um vídeo com imagens de um indivíduo que realizava pichações, no muro do Batalhão, com clara alusão a facções criminosas.

Um trabalho imediato de cooperação entre as Polícias Civil e Militar resultou na localização do autor da depredação, um morador da Rua Ataulfo de Paiva.

Um morador do Leblon.

O “grafiteiro” recebeu voz de prisão e foi autuado simultaneamente por “incitação ou apologia ao crime” (artigo 287 do Código Penal) e “violação ao ordenamento urbano e patrimônio cultural” (artigo 65, da Lei n° 9.605/1998).

As marcas da depredação já foram apagadas e a pintura restaurada.

O Brasil começa a mudar.

O jogo virou.

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